|
 |
|
A história do
Oasis
Do começo em Manchester
até o sucesso no mundo todo |
Quando Noel Gallagher (guitarra e
vocal) deixou sua função de no Inspiral Carpets e se
uniu a Liam Gallagher (vocal), Paul
"Bonehead" Arthurs (guitarra), Paul "Guigs"
McGuigam (baixo) e Tony McCarroll
(bateria), os quatro integrantes do grupo Rain, a Inglaterra ganhou
sua maior banda dos anos 90: o Oasis.
Criado em 1991, em Manchester (Inglaterra), o Oasis rapidamente se
tornou um sucesso mundial, graças principalmente ao talento
de compositor de Noel e ao olhar apurado do empresário e
produtor Alan McGee. O guitarrista e líder do Oasis
reivindicou dedicação total de todos os membros do
grupo e a autoria de todas as canções como
condições para sua entrada na banda. O restante da
banda, percebendo o talento de Noel, se rendeu às suas
exigências.
Considerado cópia dos Beatles, o Oasis está longe de
ser uma unanimidade entre a crítica musical. O som da banda
segue o estilo britpop, consolidado pelos Beatles, com
influências do punk e de grandes nomes do Reino Unido, como
os Rolling Stones e o U2. O comportamento reprovável e
baderneiro foi sempre uma marca dos integrantes do conjunto e
não são raros os casos de brigas com fãs e
frases chulas proferidas pelos irmãos Gallagher. O que
importava para os rapazes de Manchester era ganhar o mundo, sem
pretensão de mudar o rumo da música, e isso eles
fizeram bem.
Em 1995, foi lançado o segundo álbum da banda,
"(What's the Story) Morning Glory?", considerado pela revista Bizz
um dos dez melhores discos dos anos 90. Foi, sem dúvida, um
grande marco na carreira do Oasis. Um repertório fabuloso,
no qual é difícil encontrar uma canção
ruim, encheu os ouvidos dos fãs. Fazem parte deste disco as
memoráveis Wonderwall (canção que ficou mais
de 100 semanas na parada da Billboard), Don't Look Back in Anger,
Champagne Supernova, Some Might Say e Morning Glory.
Com 18 milhões de cópias vendidas do segundo
álbum em 1996, a popularidade do grupo rendeu, em 1997, a
indicação ao Grammy por melhor vocal de rock para
Noel Gallagher e melhor canção, com Wonderwall. Em
1999, a música All Around the World foi indicada ao
prêmio de melhor videoclipe.
O sucesso se repetiu no terceiro álbum, "Be Here Now", de
1997. Os fãs correram às lojas para comprar o disco
que seguiu o estilo dos dois primeiros, mas com mais maturidade e
cuidado nos arranjos. "Be Here Now" vendeu incríveis 3
milhões de cópias apenas no primeiro dia, um recorde
batido por poucos até hoje. Canções como Stand
By Me, Don't Go Away e All Around the World mantiveram o Oasis no
topo das paradas.
Os integrantes da banda, porém, deixaram que a bebida, as
drogas e os egos exacerbados afetassem demais a convivência.
O álbum "The Masterplan", somente de lados B, foi
lançado em 1998, sem a aprovação do
líder do conjunto, Noel Gallagher.
A saída de Paul "Bonehead" Arthurs (guitarra), Paul "Guigs"
McGuigam (baixo) logo após a finalização do
quarto álbum, "Standing on the Shoulder of Giants", de 2000,
foi outro divisor de águas. Um novo guitarrista, Gem Archer,
foi chamado e Noel assumiu o baixo por um tempo, robustecendo mais
o som do Oasis, uma vez que os arranjos para duas guitarras
não funcionavam mais.
"Standing on the Shoulder of Giants" trouxe um som mais
melódico e psicodélico, sem abandonar a levada
clássica do pop britânico, presente em Go Let It Out e
Gas Panic. Em 2000, o Oasis ganhou um novo baixista, Andy Bell e
seguiu a turnê deste álbum, sem o frissom causado
pelos trabalhos anteriores. Era o início de uma
decadência e de uma série de ameaças quanto ao
fim do grupo. Durante o último Rock in Rio realizado no
Brasil, em 2001, o vocalista Liam Gallagher deixou o palco e sua
banda na mão durante a apresentação. O show
continuou com Noel assumindo os vocais.
Para revitalizar os grandes sucessos e provar que o Oasis
não estava realmente acabando, o grupo lançou em 2001
um disco ao vivo, "Familiar to Milions" (CD e DVD), gravado no
Wembley Stadion, com 80 mil fãs presentes.
O marasmo na carreira, porém, voltou a assombrar a
banda. Em 2002 foi lançado o quinto álbum da banda,
Heathen Chemistry, um disco que enveredou abriu espaço para
baladas e sonoridades mais tristes. Noel Gallagher disse ter amado
o disco, por ter escrito várias canções como
nos velhos tempos: em apenas alguns minutos. A falta de
inovação nos trabalhos, porém, foi grande
comentário a respeito deste trabalho por parte da
crítica. Hits como Stop Cryin your Heart Out, Little by
Little, The Hindu Times e Songbird mostraram que o Oasis estava
longe de lançar outro álbum arrebatador como "What's
the Story (Morning Glory)".
Em maio de 2005, sem o baterista Alan White, substituído por
Zak Starkey, filho do baterista dos Beatles, Ringo Star, o Oasis
lançou seu mais recente disco, "Don't Believe the Truth",
que conta com as canções Lyla e Let There Be Love.
Este disco segue a velha fórmula do Oasis: rock honesto e de
qualidade, mas sem novidades para os fãs.
|